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Trabalho nas alturas: prazeres e desprazeres.

Vitrine Brasil mostra os aspectos importantes e normalmente desconhecidos da maioria das pessoas que deseja trabalhar nas alturas como integrante de uma tripulação de aeronave. A profissão, considerada valorizada e até invejada por alguns aspectos, na prática e no desempenho a realidade é outra.

História

A profissão de comissário de bordo ou aeromoça surgiu em 1930 por reivindicação de uma mulher, a enfermeira Ellen Church. Pela paixão que tinha pela aviação, Ellen sugeriu a Boeing Air Transport, que colocasse enfermeiras a bordo dos aviões para cuidar da saúde e segurança dos passageiros durante o voo.

Curso-de- aeromoça-em-salvador-Comissarias-de-voo-e-piloto-As moças que seriam contratadas tinham que ser solteiras e não podiam ter filhos e, também, tinham que obedecer a um padrão de peso e altura. A ideia fez muito sucesso, pois as mulheres a bordo passariam segurança aos passageiros de que o avião não era tão perigoso quanto pensavam.

Devido a Segunda Guerra Mundial, as enfermeiras foram convocadas para os campos de batalha. Por causa disso, as companhias aéreas então começaram a colocar mulheres de nível superior a bordo, contudo sem perder o charme e a elegância, já que essa profissional representaria a empresa. A profissão popularizou-se e perdeu o símbolo sensual que possuía na época.

Principais atribuições

Atualmente, na aviação comercial, o PNC – pessoal navegante comercial ou PC – pessoal de cabine, constitui o grupo de profissionais que atua nas cabines das aeronaves para garantir o conforto e zelar pela segurança de todos os passageiros.

Juntamente como o pessoal navegante técnico (pilotos, navegadores e técnicos de voo), o PNC constitui a tripulação da aeronave.

Os profissionais do PNC são, genericamente, designados “comissários de bordo”, “comissários de voo” ou, simplesmente, “comissários”. Quando do sexo feminino, o profissional é, formalmente, designado “comissária” ou, na forma popular, aeromoça.

A partir do momento em que o passageiro entra no avião, a sua segurança e conforto são de responsabilidade desses profissionais, que demonstrarão, principalmente, os procedimentos de emergência adotados pela empresa além, é claro, de terem que lidar com a rotina e o inesperado.

O trabalho em turnos

A profissão de tripulante de cabine é caracterizada por um sistema onde prevalece a irregularidade de horários de trabalho, o que pode ser observado pela escala variável de voo, entre outros.

A irregularidade de horários repercute na saúde, podendo trazer sérios problemas sócios familiares aos profissionais.

Todos os tripulantes são atingidos indiscriminadamente pelos efeitos gerais e peculiares do trabalho em turnos e de acordo com muitos fatores que vão desde a sua subjetividade, capacidade de resistência, potencialidades e limitações, até o nível de pressão, sofrimento, desconforto, esforço, dificuldades, complexidades e exigências que cada um está sujeito em suas condições físicas e mentais.

Riscos Físicos

O ambiente da aeronave pode ser considerado como constituído por um conjunto de agentes que atuam sobre o trabalhador.

As vibrações e os ruídos estão presentes durante todo o período em que o avião se encontra com os motores ligados. Os sons, provenientes de várias origens, sejam decorrentes das turbinas, geradas pelo fluxo de gás liberado pelos exaustores, os ruídos aerodinâmicos, ou também do pouso e da descolagem.

São muitas as alterações que a exposição prolongada ao ruído pode causar no organismo humano, destacando-se a perda auditiva e a aparição de sintomas relativos ao comprometimento do sistema neuropsicológico, como insónia, irritabilidade e stress.

Riscos Biológicos

Os riscos biológicos estão relacionados à exposição a bactérias, bacilos, parasitas, protozoários, vírus, entre outros agentes patológicos. Estes não aparecem descritos na literatura específica dos Tripulantes de Cabine.

No caso dos Tripulantes de Cabine não fica difícil imaginar a exposição a que estes se encontram submetidos, uma vez que desempenham suas tarefas em um ambiente cujo ar é compartilhado por algumas centenas de pessoas.

A carga de trabalho

Conhecer a carga de trabalho a que o Tripulante de Cabine está submetido não significa solucionar seus problemas de cansaço. É nela que residem os infortúnios do desempenho da atividade laboral, principalmente daquele que cruza fusos horários. As oscilações que ocorrem nos ritmos do corpo são controladas internamente, mas são continuamente reconfiguradas para um dia de 24 horas pelo ciclo de luz ao qual ele é exposto.

A fadiga

Especificamente falando de Tripulantes de Cabine, a fadiga associada a voos pode se manifestar de duas formas distintas: aguda – geralmente sente-se após um voo longo sendo facilmente reparada após um período de repouso; crônica – é causada por dois fatores, são eles: carga de trabalho, duração e frequência dos voos (escalas); e a duração e a eficácia do descanso entre os voos para a reabilitação do organismo.

Resumindo:

Como se pode observar, apesar da legislação abranger fatores como períodos de repouso e de trabalho na elaboração das jornadas dos aeronautas, a forma como estes aspectos estão dispostos permite que se instale um quadro preocupante sobre a saúde destes profissionais.

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